A doença arterial coronariana (DAC) é um dos principais problemas cardíacos que afeta a população mundial e brasileira, está entre as doenças cardiovasculares e doenças crônicas responsáveis pela alta taxa de mortalidade no mundo.

O Dr. Ronaldo Barroso Chaves, cardiologista do Hospital VITA, em Curitiba, explica que a DAC se caracteriza pela redução do fluxo sanguíneo nas artérias coronárias e que ocorre devido a diversos fatores de risco, dentre eles a disfunção endotelial – alterações do endotélio dos vasos sanguíneos, caracteriza-se por menor produção e biodisponibilidade de óxido nítrico.

O médico acrescenta que ocorre uma obstrução intermitente ou fixa do fluxo coronariano, o que ocasiona um suprimento sanguíneo inadequado para as necessidades do tecido miocárdico. Essa obstrução pode ocorrer de forma progressiva ou de forma súbita.

Problemas como as dislipidemias (alteração do colesterol), aterosclerose e a hipertensão arterial sistêmica (HAS) apresentam, em sua origem, ou em seus mecanismos fisiopatológicos, alterações na função endotelial.

O Dr. Ronaldo lista que o tabagismo, diabetes mellitus, razão cintura-quadril, história familiar de DAC, lipoproteína de baixa densidade (LDL) colesterol e HAS são os principais fatores de risco para infarto agudo do miocárdio (IAM) no país.

Diagnóstico

O Dr. Ronaldo explica que o diagnóstico da doença arterial coronariana pode ser realizado por meio da história clínica da pessoa, existência de alguns sintomas e com o auxílio de exames complementares, como:

– Sensação de aperto no coração;

– Desconforto que se espalha pelo corpo, em regiões como costas, pescoço, nuca, ombros e braços (especialmente o esquerdo);

– Dor recorrente e de intensidade variada, que dura alguns minutos, desaparece e retorna;

– Eletrocardiograma;

– Ecocardiograma;

– Teste ergométrico;

– Cintilografia do miocárdio;

– Angiotomografia;

– Coronariografia (“cateterismo”).

Tratamento 

O médico destaca que o tratamento da DAC tem dois objetivos: combater a placa de aterosclerose e melhorar o fluxo sanguíneo pela coronária. O cardiologista complementa ainda que assim como outras doenças cardiológicas, a primeira etapa é a mudança de hábitos, como:

– Dieta com menor teor de gordura e carboidratos simples, além do aumento do consumo de fibras, vitaminas e fitoquímicos;

– Manter um peso ideal;

– Praticar atividade física regularmente;

– Evitar o tabagismo;

– Reduzir o consumo de álcool.

– Ácido acetilsalicílico (AAS) e clopidogrel – medicações que reduzem a atividade plaquetária, diminuindo o risco de o sangue obstruir a artéria;

– Estatinas (sinvastatina, rosuvastatina e atorvastatina, por exemplo) – redução do colesterol e da inflamação e crescimento da placa de gordura.

Prevenção

Quanto à prevenção, o especialista enfatiza que é possível prevenir por meio da mudança do estilo de vida, como praticar atividade física e seguir uma dieta saudável.

 

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