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marcas tradicionais atacam porque não conseguem competir em tecnologia

Philipe - Redação Noticiasbh


A BYD e as montadoras chinesas estão no centro das atenções da indústria automotiva. Enquanto a Europa acusa o governo chinês de conceder subsídios ilegais, os EUA fecham suas portas com um aumento substancial das tarifas de importação para impedir a chegada dos carros elétricos chineses. No entanto, a BYD como montadora líder mundial em eletrificados tem uma visão diferente sobre essas questões.  

De acordo com a fala da VP Stella Li, a BYD segue firme na missão de globalizar a marca, mas localizando a produção. A executiva destaca que a situação nos Estados Unidos é muito complicada: “questões políticas, uma situação estranha”.

“Para nós, a estratégia é de longo prazo para continuar crescendo nos mercados que chegou. Se não for uma estratégia de 10 ou 20 anos, não faz sentido. A BYD é um player de longo prazo, e não quer apenas chegar importando carros”, disse Stella.

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Também deixa claro que neste momento não há um sinal sólido dos Estados Unidos que permita a BYD chegar com essa estratégia longo prazo, incluindo a produção local. A executiva também se pronunciou em relação ao comentário da Tesla sobre a ameaça das marcas chinesas frente as marcas tradicionais:

Nós estamos num estágio que as empresas tradicionais estão sendo desafiadas a atingirem o mesmo patamar de tecnologia e inovação das chinesas. Se isso não acontecer, será um problema para elas.

Falando sobre os incentivos do governo chinês, Stella afirma que é muito comum que as empresas tradicionais, quando não conseguem acompanhar a tecnologia, começam a falar “ah, a China subsidia as marchas chinesas. Isso é mentira, existe uma guerra sangrenta entre as marcas chinesas dentro da China”.

BYD Denza Z9 GT

Mais adiante, afirma que não há futuro para carros à combustão: “O governo da China não disse isso, mas colocou como meta.”

E conclui dizendo que na China, todas as montadoras são compromissadas com as novas tecnologias. Quando as montadoras tradicionais não conseguem competir, dizem que a culpa é do governo chinês.

“Todos os países oferecem algum tipo de subsídio para veículos elétricos. A diferença é que as montadoras chinesas usam esses subsídios para investir em novas tecnologias, já as montadoras tradicionais não.”

Em resumo, a BYD reafirma sua estratégia de se tornar uma montadora global, primeiro importando e numa segunda fase localizando a produção de seus carros elétricos e híbridos plug-in. Vale destacar que a chinesa se tornou o maior fabricante mundial de veículos que vão na tomada (elétricos e híbridos plug-in), mesmo sem vender automóveis nos EUA e com vendas modestas na Europa. 

No futuro, com fábricas no leste europeu, sudeste asiático e América Latina, a posição da BYD e também de outros fabricantes como GWM, Hozon Neta e Geely/Zeekr, só pra citar alguns exemplos, tende a se fortalecer ainda mais. Será que as fabricantes tradicionais (sobretudo, as norte-americanas) conseguirão acompanhar essa transição energética estando “fechados” para o mundo?

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