No dia 27 de maio é comemorado o Dia Nacional da Mata Atlântica. Este bioma é o segundo mais biodiverso do planeta, ficando atrás somente da Amazônia, e onde mais de 70% dos brasileiros vivem. Atualmente restam apenas 8,5% de sua área original, e muitas espécies estão em risco de extinção, como as 120 espécies e subespécies de aves.

Na Constituição Federal de 1988, a Mata Atlântica foi decretada Patrimônio Nacional e a UNESCO a considera Reserva da Biosfera. Em 2006, foi criada a lei da Mata Atlântica (lei 11.428/2006), que é o principal instrumento para proteger esse bioma. Além disso, existem hoje na Mata Atlântica mais de 433 Unidades de Conservação.

A Mata Atlântica está distribuída ao longo da costa atlântica do Brasil (92%), atingindo áreas da Argentina (2%) e do Paraguai (6%) nas regiões Sudeste e Sul. De acordo com o Mapa da Área de Aplicação da Lei nº 11.428, a Mata Atlântica abrangia originalmente 1.309.736 km2 no território brasileiro. Seus limites originais contemplavam áreas em 17 estados: PI, CE, RN, PE, PB, SE, AL, BA, ES, MG, GO, RJ, MS, SP, PR, SC e RS.

“Este bioma fornece serviços essenciais para os brasileiros que nela vivem, seja na produção de alimentos, madeira, fibras, óleos e remédios. Influencia na regulação do clima, no controle de deslizamentos de terra, na proteção de rios e do solo, além da produção de água”, pontua Vininha F. Carvalho, ambientalista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.

A Mata Atlântica cobria originalmente 69% da área de São Paulo, ou seja, um pouco mais de 17,07 milhões de hectares. Hoje, restam apenas 2.334.876 milhões de hectares do bioma – 13,7% desse total.

O Parque Estadual Serra do Mar é considerado o maior parque de Mata Atlântica conservada do Brasil, a Unidade de Conservação possui uma área de aproximadamente 332 mil hectares que se estende desde a Baixada Santista, Litoral Norte e Vale do Paraíba, conectando os mais significativos remanescentes da Mata Atlântica do país. Ao total, o PESM abrange 24 municípios, dividido em dez núcleos administrativos: Itariru, Itutinga-Pilões, Curucutu, Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, Padre Dória, Santa Virgínia, Cunha, Picinguaba.

De acordo com Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, nos últimos 30 anos, houve uma redução de 83% do desmatamento do bioma. Sete dos 17 estados da Mata Atlântica já apresentam nível de desmatamento zero. Embora o levantamento atual não assinale as causas da regeneração, ou seja, se ocorreu de forma natural ou se decorre de iniciativas de restauração florestal, é um bom indicativo de que estamos no caminho certo.

“O valor biológico, cultural e histórico, a Mata Atlântica é uma riqueza natural que merece ser preservada, é um patrimônio que precisará ser herdado pelas próximas gerações”, finaliza Vininha F. Carvalho.

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