Destaques: Festas familiares são os principais vilões, diz comitê da PBH

Destaques: Festas familiares são os principais vilões, diz comitê da PBH

Especialistas dizem que ônibus são mais seguros que locais sem o uso de máscara

Apesar dos constantes flagras, quase que diários, de ônibus lotados em Belo Horizonte, para o secretário municipal de saúde, Jackson Machado, o transporte coletivo pode não ser o grande vilão na transmissão do coronavírus na cidade. Segundo ele, os principais locais onde ocorrem as contaminações são em grande aglomerações em festas familiares. Para comprovar a teoria, o secretário salientou que  grande parte das pessoas internadas são funcionários do setor de limpeza. “A minha pergunta é: por que os trabalhadores da construção civil não se infectam da mesma maneira sendo que também utilizam o serviço? Isso, talvez seja um indicador que o transporte coletivo não seja o vilão que todo mundo fala que é, mas é uma investigação que estamos fazendo, demora tempo para chegar a uma conclusão”, pontuou. 

O infectologista, Estevão Urbano, membro do Comitê da Covid-19 da Prefeitura, ressalta que existem gradações nos risco de contaminação. “Ninguém é louco de dizer que não há nenhum risco de transmissão nos ônibus, mas as pessoas se apegam a esse detalhe para tentar desqualificar outras medidas de contenção. Se o indivíduo passa os 30 ou 40 minutos de máscara dentro do ônibus, apesar dos óbvios riscos que eventualmente tenha, ela tem muito menor risco do que qualquer local que ela fique mais tempo sem máscara conversando”, explicou.

O médico Carlos Starling ainda acrescenta que ainda não há evidências científicas que comprovem que os transportes coletivos são os principais responsáveis pela contaminação. “A literatura internacional vem corroborando com essa dúvida, será que é o transporte público? Algumas pesquisas que já saíram evidenciaram que não e pontuaram que o maior responsável pelas transmissões são as aglomerações domiciliares. É mais fácil achar um bode expiatório do que achar real fonte, que é dentro das nossas casas”, completou.

Ainda segundo o médico, membro do Comitê da Prefeitura de Belo Horizonte, uma das principais preocupações da prefeitura são com as aglomerações que devem ocorrer no Dia das Mães, que, neste ano, é comemorado no próximo 9 de maio. “Vamos preservar as mães para os próximos anos, evitar aglomerações. Tememos enfrentar o problema que enfrentamos no Natal, no Réveillon, no Carnaval”, relembrou o infectologista ao destacar a piora do quadro epidemiológico na capital após feriados anteriores. 

“Preservar as rotinas, usar máscara em todos os momentos para mudar essa situação de vez. Nós temos a opção das vacinas, mas mesmo com as vacinas, será necessário reforçar as medidas”, completou Starling.

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Fonte: Jornal Super / O tempo

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