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Destaques: Kalil e comitê voltam a se reunir em BH, e reabertura pode ser definida hoje

Grupo já se reuniu nessa quarta-feira, mas não chegou a nenhum consenso sobre flexibilização ou não

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, volta a se reunir, nesta sexta-feira (16), com integrantes do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 na capital mineira para discutir medidas de combate à pandemia. A informação foi confirmada à reportagem pelo infectologista Unaí Tupinambás, que integra o grupo. Ele explicou que, se houver dados mais robustos sobre os indicadores, a decisão sobre a reabertura ou a continuidade do fechamento do comércio de Belo Horizonte pode ser tomada ainda hoje. A taxa de ocupação dos leitos de UTIs na capital mineira subiu de 84,8% para 87,2% entre quarta e quinta-feira, após dias em queda. Em relação às enfermarias, houve redução, com o índice passando de 68,1% para 65,4%. Já o índice de transmissão do vírus está em 0,87.

A reunião entre os membros será virtual e está prevista para o início da tarde. A prefeitura de Belo Horizonte não convocou uma coletiva de imprensa, portanto, caso haja decisão, essa possivelmente será informada por nota. Inicialmente, o comitê previa tomar uma decisão sobre as medidas de combate ao coronavírus na quarta-feira (14), mas a definição foi adiada porque não houve consenso em relação ao cenário futuro. 

Ao longo da semana, os médicos que integram o grupo disseram à reportagem de O TEMPO, por diversas vezes, que ainda é cedo para reabrir. Além dos indicadores, eles avaliam fatores como novas cepas, um feriado recente (o da Semana Santa) e redução nos estoques de medicamentos para intubação de pacientes. Em nota na quarta-feira, o Executivo municipal chegou a informar que, apesar da melhora dos índices de monitoramento da doença na cidade, o grupo “avalia as perspectivas de suprimento de insumos e medicamentos destinados à rede hospitalar de Belo Horizonte para a tomada de decisões em relação à reabertura das atividades na cidade”.

Alguns setores, como professores da UFMG e Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte, seguem na mesma direção, e querem que o fechamento continue ou até se acentue, com um verdadeiro lockdown.

Por outro lado, a Câmara dos Dirigentes Lojistas e outros grupos, como Associação de Bares e Restaurantes, tentam uma reabertura dos estabelecimentos ainda que com limitações.

Nessa quinta-feira (15), o governo de Minas Gerais informou que a região metropolitana de Belo Horizonte pode avançar à Onda Vermelha, menos restritiva do programa Minas Consciente. No entanto, nessa fase não é obrigatória a adesão dos municípios, e cada prefeitura, dessa forma, tem autonomia para gerenciar regras específicas – a capital mineira nunca aderiu espontaneamente ao Minas Consciente. 

A capital mineira está com restrições para funcionamento do comércio e outros espaços públicos desde o dia 6 de março.

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Fonte: Jornal Super / O tempo

Redação

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