Destaques: Maioria das escolas de BH não está pronta para receber alunos, aponta relatório

Destaques: Maioria das escolas de BH não está pronta para receber alunos, aponta relatório

Prefeitura rebate e garante que todas as instituições têm condições de seguir os protocolos sanitários

Falta de espaço nas salas de aulas para cumprir o distanciamento social, estoque insuficiente de insumos e baixa quantidade de funcionários para higienizar os espaços. Essa é a situação da maioria das escolas municipais de Belo Horizonte, conforme relatório da Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia, Desporto, Lazer e Turismo da Câmara Municipal.

O levantamento apontou que nem todas as instituições estão preparadas para aplicar os protocolos sanitários para evitar o contágio da Covid-19. O documento revela que 43,7% das escolas não têm espaço suficiente para garantir a distância de 1,5 metro com metade dos alunos presentes. O espaçamento entre os estudants nos refeitórios é impossível em 53,5%.

Além disso, segundo o relatório, 40% das unidades não dispõem de áreas externas para realizar aulas ao ar livre e, caso alguém apresente sintomas de Covid, 50,9% não têm espaço para isolamento imediato com ventilação adequada e mobiliário de fácil higienização. Outro problema constatado em 59,8% das escolas seria a falta de funcionários para garantir a higienização de refeitórios, banheiros e bebedouros, e em 57,1% não há mão-de-obra para alimentar individualmente as crianças. 

O levantamento também indicou que o estoque de insumos é insuficiente em quase 20% das escolas pesquisadas e em 56% delas é suficiente para um bimestre. No total, a Comissão de Educação ouviu 112 das 530 escolas que compõem a rede pública e conveniada da cidade. 

Segurança

A Secretaria Municipal de Educação (Smed), no entanto, rebate o resultado do relatório. Segundo a pasta, todas as escolas da rede própria estão preparadas para o retorno das aulas semipresenciais. “No caso da rede parceira, todos os recursos para as adequações e ajustes ao atendimento dos protocolos de segurança contra o coronavírus foram repassados em 2020”, garantiu, por nota.

Além disso, a prefeitura destacou não saber quem preencheu os formulários. “As escolas e creches parceiras da prefeitura seguem estritamente o protocolo e são fiscalizadas pelas autoridades sanitárias da secretaria de saúde e pelos técnicos da secretaria de educação e de segurança alimentar no mínimo uma vez por semana”, frisou.

A Smed ainda salientou que todas as escolas passaram por supervisão de engenharia antes do retorno. “Lembramos que, além das visitas regulares do Ministério Público, dos Conselhos Municipais de Educação e Alimentação Escolar e da própria Câmara de vereadores, a Smed instituiu, por meio de um Decreto, as Comissões de pais e comunidade escolar para fiscalizar todas as escolas”, destacou.

Em BH, os alunos do ensino fundamental 1 vão retornar ao ensino semipresencial a partir do próximo dia 21. De acordo com a prefeitura, a volta às aulas será por “microbolhas”, com no máximo seis alunos por turma. Os estudantes poderão frequentar as escolas por três horas e no máximo duas vezes por semana.

Fonte: Jornal Super / O tempo

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