Destaques: Mostra da Cultura Popular tem início nesta terça

Evento online conta com exibições de vídeos que mostram a trajetória dos artistas vencedores da 4ª edição do Prêmio Mestres da Cultura Popular de Belo Horizonte

Os trabalhos de artistas agraciados na quarta edição do Prêmio Mestres da Cultura Popular de Belo Horizonte ganham destaque na mostra “Cultura Popular do Circuito Municipal de Cultura”, que vai ao ar de forma gratuita e online a partir desta terça-feira (27).

O evento, que acontece até o dia 30 de abril, conta vídeos de aproximadamente 40 minutos que seguem a trajetória dos 25 vencedores do prêmio no ano de 2020. Divididos em três blocos e apresentados pelo cordelista Cascão, os clipes apresentam cerca de oito mestres e mestras cada, que contam suas histórias usando suas linguagens artísticas através de manifestações populares e tradicionais.

“Os selecionados desta edição mostram como a cultura popular é presente em Belo Horizonte, com uma variedade grande de expressões. Estamos falando de uma cidade marcada pela ideia de modernidade, mas que também traz forte a questão da tradição, da herança cultural”, relata Françoise Jean de Oliveira Souza, diretora de patrimônio cultural e arquivo público da fundação municipal de cultura.

Abrindo a programação, no dia 27, estão os trabalhos de representantes culturais, como a umbandista Mãe Dulce, o capoeirista Mestre Dunga, o sambista Mestre Raimundo Nonato e a representante de Folia de Reis, Mestra Irene. A agenda conta também com os mestres do congado Tizumba e Hélio, o representante de cultura indígena Mestre Eni Carajá e Mestre Pelé, que é marcador de quadrilha e de congado.

No dia 28, os destaques são a participação do Mestre Zé Francisco (congado), Mestra Dona Ana Eliza (samba), Mestre Sidney (candomblé), Mestra Dona Ione (benzedeira quilombola) Mestre Max Borges (palhaço), Capitã Maria (congado), Mestre Mão Branca (capoeira) e Pai Ricardo (umbanda). 

Já o terceiro e último episódio vai ao ar no dia 29, com as histórias de Dona Palmira (folia de reis), Mãe Adriana (umbanda), Capitão Geraldo (congado), Mestre Marcos (brincante), Mestre João (capoeira), Belinha (congado), Pai Joviano (omolokô) e Maria Gonçalves (brincante de roda). 

Além dos episódios, a programação conta com pílulas audiovisuais curtas, de até 4 minutos, que mostram um pouco da linguagem artística de dois mestres e duas mestras da cidade: Mestre Dunga, um dos precursores da capoeira na cidade, Dona Eliza, uma das pérolas do samba de BH, Dona Maria Gonçalves, do grupo Meninas de Sinhá, e mestre Maurício Tizumba, multi-artista e figura fundamental para a cultura negra da capital. 

“São práticas culturais que não passam, inicialmente, pela sistematização do saber acadêmico e pela cultura letrada. As práticas desses mestres se formam e são transmitidas no âmbito da vivência e da oralidade e estão fortemente vinculadas a determinadas populações e saberes, sendo, desse modo, essenciais para a manutenção da tradição e pelo zelo com a memória”, conclui Françoise.

Toda a programação pode ser conferida no canal do YouTube da Fundação Municipal de Cultura e no Facebook, Instagram e site do Circuito Municipal de Cultura.

Fonte: Jornal Super / O tempo

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