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Futebol: Cruzeiro: Fábio chega ao clássico 65 da carreira em 16 anos de rivalidade

Goleiro cruzeirense é a viva representação do histórico recente entre as equipes, acumulando histórias que vão do ‘gol de costas’ transformador às conquistas

Cruzeiro e Atlético farão neste domingo o clássico centenário. Uma marca para os maiores clubes do estado e donos de uma rivalidade que atravessa gerações. Destes 100 anos de história, 16 possuem a assinatura do goleiro Fábio, o jogador mais experiente no confronto e que estará em campo neste domingo pela 65ª vez na carreira. 

Uma jornada que começou no dia 20 de fevereiro de 2005, pela oitava rodada do Campeonato Mineiro, quando o Atlético, comandado por Procópio Cardoso superou o Cruzeiro de Levir Culpi e Fábio por 2 a 0, no Mineirão, com gols de Rodrigo Fabri e Euller. 

Mas, pela semifinal do Estadual daquele mesmo ano, em março, Fábio deixaria o Mineirão com sua primeira vitória diante do arquirrival: 1 a 0, gol marcado pelo então jovem atacante Fred. 

Historicamente, os números apontam que Fábio levam vantagem no confronto diante do Atlético. Nas 64 partidas disputadas até então, foram 27 vitórias contra 21 derrotas e 16 empates. 

Um clássico que colocou um antes e depois na carreira de Fábio. O famoso ‘gol de costas’ marcado por Vanderlei, em 2007, quando o Cruzeiro acabou goleado pelo Atlético por 4 a 0, no primeiro jogo da final do Mineiro, foi também apontado por Fábio como um momento de transformação. A fé do atleta é uma marca registrada, visto como um ‘goleiro de Deus’. 

“Foi quando eu me lesionei, na final do Campeonato Mineiro, que eu me choquei com a trave e rompi o joelho. E era decisão de campeonato. E mesmo assim eu continuei no jogo, não tinha mais substituição. Teve o terceiro gol que foi o pênalti, fiquei irado, e era o momento que Deus tinha preparado. Não tinha sido pênalti, mas o juiz tinha dado. Quando recomeça o jogo, eu fui pegar a bola dentro do gol que era a do pênalti. Quando eu vi a outra bola passando assim, não sei de onde apareceu. Tinha que acontecer. Ia ser muito fácil só a lesão. Eu ia me recuperar, mas não ia querer saber de Deus, então tinha que me moldar”, contou Fábio certa feita em entrevista ao canal ‘Pilhado’, no YouTube.

“Deus me levou no pó para fazer um cara novo. Esse gol rodou o mundo inteiro. Muitos falaram que eu ia ficar marcado, que eu nunca iria jogar, e foi nessa hora que tive um encontro com Deus”, acrecentou o camisa 1 do Cruzeiro.

De todos os jogadores que entrarão em campo no próximo domingo, Fábio é o que conhece melhor a rivalidade que o duelo representa. Dos áureos duelos da década passada com o Alvinegro, dentre eles a decisão da Copa do Brasil de 2014, Fábio só tem como companhia entre os titulares dos dois times Manoel e o atleticano Réver. A longevidade do atleta que viu até seu antagonista Victor se aposentar dos gramados nesta temporada para seguir carreira fora das quatro linhas. 

Aos 41 anos, o duelo com o Atlético neste domingo será o de número 932 do atleta pelo Cuzeiro, restando então 68 jogos para quebrar a marca das mil partidas pelo time estrelado, um recorde para o futebol atual de mercado agitado e transferências em constância. 

Sem moderação contra o rival 

E quando se trata de Atlético, Fábio, quase sempre um jogador sereno e de discurso moderado, deixa de lado tais características e sempre coloca ‘fogo’ na rivalidade conhecida entre os times. As provocações dos torcedores rivais sempre foi uma constante. E será até curioso adentrar no Mineirão no próximo domingo com as arquibancadas vazias no primeiro clássico da história sem torcida.

Mas Fábio sempre respondeu aos ‘afagos’. Seja dentro de campo ou nos microfones. No ano passado, por exemplo, mesmo com o clube já atravessando uma calamitosa situação financeira e nos bastidores, não perdeu tempo e cutucou o rival pela comemoração exacerbada do Atlético após a vitória por 2 a 1 conquistada aos 47 minutos do segundo tempo, em gol de Otero.  

“A gente quer vencer como se fosse uma partida importante, mas não como se fosse uma conquista de título. A gente sabe da grandeza do Cruzeiro. então, quando o Atlético ganha… a gente viu a comemoração que eles fizeram. Entraram em campo, só faltou a volta olímpica. Cruzeiro comemora títulos, como o bicampeonato da Libertadores, o hexa da Copa do Brasil, o tetracampeonato brasileiro e por aí vai. Quando vence clássico, comemora e segue a temporada”, disparou.

No próximo domingo, mais um capítulo desta história entre Fábio e o Atético será escrita. As duas equipes se enfrentam às 16h, no Mineirão, pela nona rodada do Campeonato Mineiro. A partida terá a cobertura total da rádio Super 91.7 FM

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Fonte: Jornal Super / O tempo

Redação

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