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Divisão de receitas e escolha do parceiro/investidor. Esses dois pontos são os principais causadores de discórdia no processo de formação de uma liga brasileira de clubes. Após a reunião preliminar dessa terça-feira (3), em São Paulo, um novo encontro acontecerá na próxima quarta-feira (12), na sede da CBF, no Rio de Janeiro.

O grupo liderado por cinco times paulistas (Corinthians, Palmeiras, Red Bull Bragantino, São Paulo e Santos) e um carioca (Flamengo) quer que a distribuição permaneça parecida com a atual fórmula: 40% igualitária; 30% por desempenho; e 30% por engajamento – atualmente esse último critério é a audiência.

Já o grupo Forte Futebol, que reúne 14 equipes (América-MG, Atlético-MG, Athletico-PR, Atletico-GO, Avai, Botafogo, Ceará, Coritiba, Cuiabá, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Internacional, Juventude), além de quase toda Série B (menos Cruzeiro e Ponte Preta), busca uma divisão similar à Premier League inglesa, com a metade das receitas divididas igualmente.

“O documento apresentado e por ora assinado apenas por alguns Clubes apresenta regras de distribuição de receitas que pouco reduzem a atual disparidade de divisão de receitas. Há sim ali uma redução da diferença, mas ainda aquém do ideal, o que pode ser facilmente atingido por meio do diálogo”, diz o grupo em nota.

Outro ponto que precisa ser esclarecido é o critério de engajamento, que levaria em conta desde a presença de público nos estádios até o número de seguidores nas redes sociais.

A escolha do parceiro/investidor também será amplamente debatida na reunião na CBF. Enquanto a proposta atual tem o grupo Codajás, parceira do banco BTG, no processo de criação da liga, o Forte Futebol defende uma concorrência para definir o investidor.

“Acreditamos que é indispensável um processo competitivo para a escolha do parceiro. O mercado está comprador, não faz sentido deixar de buscar a melhor oferta”, indica o presidente do Coritiba, Juarez Moraes e Silva.

O dirigente, contudo, acredita que um consenso será encontrado na mesa de negociação, já que o grande objetivo de todos é a criação da liga, fator que deve alavancar o futebol nacional.

“Existem diferenças naturais no processo de negociação, mas todos queremos formalizar a liga o mais rápido possível, idealmente com a presença dos 40 clubes das Séries A e B”, completa.

Fonte: Gazeta do Povo

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